Existem épocas do ano em que fazer uma boa gestão financeira do condomínio é uma tarefa ainda mais desafiadora. O fechamento das contas passa do controle, imprevistos acontecem e falta dinheiro no caixa para resolver todos os problemas.

Nesses momentos, utilizar o Fundo de Reserva passa pela cabeça da maioria dos síndicos. No entanto, existe muita dúvida sobre quando seria o momento próprio para a cobertura legítima.

Neste artigo, vamos explicar melhor sobre como calcular os fundos e quais são os melhores momentos para uso. Acompanhe!

O que é um Fundo de Reserva?

O Fundo de Reserva é formado por uma arrecadação de verba realizada junto aos condôminos, separadamente do valor referente à cota condominial.

O objetivo principal é criar um montante capaz de suportar as despesas imprevistas no orçamento do condomínio, evitando a necessidade de emissão das cotas extras.

Como calcular?

O percentual da taxa que deve ser destinada ao fundo deve constar no estatuto do condomínio. Na maioria dos casos, esse percentual varia de 5% a 10%, adicionado à taxa mensal.

Por exemplo, se o morador paga R$100,00 de taxa condominial e o Fundo de Reserva foi de 5%, então você adiciona esse número sobre os R$100,00, que passam a ser R$105,00.

Sendo assim, é o regulamento interno que mostra como o cálculo deverá ser feito, de forma justa. Existem também outros meios de arrecadação, como fundo de obras. Além disso, rateios extras podem ser combinados em assembleias.

Vale lembrar que, já que se trata de uma arrecadação feita, na maioria dos casos, de médio a longo prazo, esse fundo reservado tende a ser um valor considerável. Por essa questão, o mais recomendado é que o montante seja mantido em alguma instituição financeira.

Quando utilizar o Fundo de Reserva?

Assim como o percentual calculado, os usos do Fundo de Reserva precisam ser listados no estatuto do condomínio. Se isso não for feito, será necessário levantar uma votação em assembleia para a ratificação da decisão em grupo.

É importante saber que esse dinheiro é acumulado para a intervenção em despesas extraordinárias do condomínio e não aos gastos rotineiros de manutenção. As convenções devem apontar os limites de tolerância ou permissividade de utilização do valor.

Alguns exemplos de gastos que costumam fazer uso desta reserva financeira são rompimentos de tubulações que geram vazamentos, pagamento de verbas trabalhistas por determinação judicial, reparos de emergência em acidentes que comprometem a estrutura física do condomínio, entre outros imprevistos do tipo.

O Fundo de Reserva não deve ser criado com a intenção de suprir o caixa comum do condomínio. No entanto, é possível que o síndico utilize esse valor em caso de emergências para dar conta de despesas inadiáveis que ameacem a concessão de serviços básicos.

Nessa hipótese, o dinheiro utilizado deverá ser reposto o quanto antes. É fundamental que o síndico faça a melhor gestão possível das finanças, sabendo equilibrar os gastos e reconhecendo o melhor momento para recorrer às economias.

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