Atualizado em: 23/09/2019

A maioria das pessoas que optam por morar em condomínios colocam a segurança em primeiro lugar. Afinal de contas, a exposição a riscos é geralmente menor, já que existe um investimento contínuo na proteção dos moradores. Apesar disso, em condomínio com área de lazer, o fluxo de pessoas no perímetro interno é maior, o que exige diferentes esforços para garantir um controle de acesso eficiente.

Instalar um mecanismo qualquer não soluciona os problemas e pode até aparentar para os moradores uma segurança que, de fato, não existe. Neste artigo, elencamos os passos mais importantes para assegurar o controle de acesso às áreas de lazer. Confira!

Tenha um manual de procedimentos bem definido

A segurança no controle de acesso só é efetiva se contar com o comprometimento de todos os envolvidos, isto é, da equipe de portaria, dos demais colaboradores, da administração e, principalmente, dos moradores.

Para auxiliar a equipe de portaria e manter um padrão no controle de acesso, é importante ter definidos os processos de triagem, cadastro e liberação de pessoas. Isso inclui ter regras bastante claras em relação ao uso das áreas internas, tanto para moradores como para visitantes e prestadores de serviço.

Por exemplo, é preciso definir quais as normas de utilização do salão de festas, quadras, piscinas e demais áreas que o condomínio tenha. Vale pautar horários de uso, quem pode usufruir desse acesso, entre outras regras que forem necessárias.

Treine a equipe de portaria

O condomínio precisa atestar que o profissional e os demais membros da equipe de portaria estejam bem treinados e capacitados para lidar com a movimentação de convidados nos espaços de lazer. Simpatia faz bem, mas o público também precisa estar ciente de que a proteção é levada a sério.

Quem burla as normas definidas pelo síndico deve ser tratado com rigidez, de acordo com um padrão previamente definido. Ações em andamento precisam ser severamente reprimidas e, em caso de ações criminosas, o procedimento precisa ser automático para o profissional.

Opte pela identificação via comunicação eletrônica

O visitante deve se identificar por meio de comunicação eletrônica e, se possível, separado por um vidro blindado. É importante que ele não tenha acesso ao condomínio de forma alguma até que informe o objetivo da entrada, o destino e o nome de quem o receberá.

Com esses dados, o colaborador da portaria pode contatar o morador e confirmar se o visitante tem autorização para a entrada. Caso haja uma lista de convidados, um documento de identificação deve ser solicitado ao visitante.

Registre as principais informações

Para um controle mais adequado dos dados, eles devem ser registrados de forma informatizada. Informações como nome, documento e residência visitada devem ser cadastradas para auxiliar quando for necessário rastreá-las.

O ideal é que esse controle seja feito por meio de soluções tecnológicas adequadas e especializados nesse tipo de situação.

Faça a documentação de tudo

Além de registrar as principais informações, é fundamental que o condomínio tenha documentado tudo o que é repassado pelo morador, a fim de garantir a veracidade das próprias informações.

São comuns casos de moradores que não querem passar toda a documentação de um visitante, por exemplo, por não acharem que a situação entra nas normas de segurança e que, portanto, essa ação não é necessária.

No entanto, caso a visita ultrapasse o tempo estipulado pelo condomínio, é preciso solicitar pelo menos o CPF ou o RG do visitante. Isso vai garantir mais segurança para todos os condôminos.

Vale destacar que, caso ocorra uma emergência em que a pessoa precise de mais agilidade para ter acesso ao condomínio, os protocolos de segurança, ainda assim, deveriam ser cumpridos sem exceção.

Estimule a conduta adequada dos moradores

Embora pareça uma tarefa desafiadora, o síndico deve sempre estimular a conduta adequada de moradores e visitantes quando o assunto envolve o controle de acesso. Repassar cartões de proximidade para pessoas não autorizadas, por exemplo, aumenta a vulnerabilidade da segurança, portanto, essa prática não deve ser recomendada.

A recusa dos moradores em cumprir as normas do Estatuto ou a falta frequente da atualização de informações de cadastro também podem afetar a dinâmica de acesso ao condomínio. Essas questões precisam ser discutidas nas reuniões, a fim de conscientizar todos os moradores.

Invista na biometria

A biometria é uma das principais formas de acesso que tem sido utilizada nos dias de hoje. A partir do cadastramento da digital do indivíduo, pela biometria digital, é possível manter o controle de acesso ao local de modo seguro e prático.

Além disso, essa também é considerada uma alternativa eficiente por deixar de lado a necessidade do uso de cartões e senhas — é claro que é importante também manter essas formas de entrada junto à entrada com a digital.

Vale ressaltar que, se o objetivo é a maior segurança dos moradores, é fundamental colocar equipamentos de acesso com reconhecimento biométrico em todas as áreas de lazer, e não somente na portaria ou no salão principal.

Saiba o momento de se impor

Para aumentar a segurança de acesso na área de lazer do condomínio, é importante ter em mente que, às vezes, é preciso se impor diante de alguns moradores.

Independentemente da condição financeira ou do estilo de vida do condômino, ele precisa saber que não está acima da autoridade. Sabe aquela famosa frase: “você sabe com quem está falando?”? Pois bem, é muito comum escutá-la de pessoas que se sentem superiores a qualquer tipo de regra de conduta.

Isso também pode acontecer em situações de questionamento sobre as normas de segurança para acessar o condomínio. A melhor dica nesse momento é não abaixar a cabeça e continuar aplicando as mesmas regras para todos.

Garanta o controle de acesso

Hoje, o avanço tecnológico possibilita uma evolução significativa nas técnicas de controle de acesso em condomínios com área de lazer. Com um mecanismo devidamente instalado, o acesso pode ser feito por cartão de proximidade, biometria, senhas, tag veicular ou outras tecnologias.

Vale ainda destacar sobre a importância de otimizar a comunicação do condomínio. Se a ideia é melhorar o repasse de informações entre condôminos e os profissionais que trabalham no local, incluindo o próprio síndico, a comunicação também deve se apoiar às novas tecnologias, com o objetivo de torná-la mais rápida e eficiente.

Soluções robustas trazem ainda a segurança de contar com a integração do controle de acesso da portaria e das áreas internas, além de oferecerem relatórios gerenciais com todos os dados de entrada e saída de pessoas.

Garantir esse controle traz não apenas conforto para os moradores, mas também para os próprios visitantes, que costumam ficar satisfeitos com a segurança que presenciam.

Gostou de aprender a fazer o controle de acesso de condomínios? Então, aproveite para conferir como facilitar e melhorar a comunicação desse local!


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