No Brasil, 90% dos negócios são geridos por uma empresa familiar. Não é para menos, a proximidade entre os integrantes do empreendimento pode servir como um estimulante para a abertura de novos negócios. Por este motivo, realizar uma gestão de qualidade pode fazer com que a empresa honre seu legado e atravesse gerações.

Contudo, assim como qualquer empreendimento, a abertura de uma empresa familiar traz desafios que precisam ser conhecidos e enfrentados com profissionalismo. Afinal, a empresa montada é uma pessoa, a jurídica. Por isso, seu tratamento deve desde o princípio visar a manutenção e continuidade das atividades.

Então, sentiu interesse no assunto e quer descobrir quais são os desafios enfrentados? Continue a leitura e descubra!

1. Sucessão

O cenário econômico mostra que são raras as empresas familiares que conseguem levar o negócio para a segunda ou terceira geração, e a sucessão é uma das principais causas disso. Então, antes de tudo, é preciso que esse processo de transição seja planejado desde a criação da empresa.

Isso significa que é preciso incluir um contrato social com a presença do fundador do negócio e a participação e aval dos demais envolvidos. Nesse contrato devem ser incluídas as porcentagens de ações e papel que cada novo membro executará no negócio.

Ou seja, é preciso que haja regras e procedimentos bem definidos desde o começo. Além do mais, manter sempre um clima de diálogo é fundamental para lidar com os conflitos que existem e podem surgir.

2. Gestão de relacionamentos

Para evitar brigas familiares em meio a gestão de negócios é preciso tomar algumas medidas para evitar essas situações. Por exemplo, se há mais de um interessado em administrar a empresa, a criação de postos de liderança com pesos de decisões equivalente pode ser uma alternativa para pacificar os relacionamentos.

Outra medida importante é evitar que o fundador centralize as decisões. Isso além de deixar a empresa parada quando este não estiver por perto, mantém os demais membros pouco envolvidos com os procedimentos dela. Por isso, é fundamental investir em uma gestão participativa.

E ainda, não esqueça de impor, desde o princípio, limites entre o ambiente profissional e pessoal. Isso inclui não só o relacionamento, mas as contas também. Quando uma empresa familiar é criada, é preciso ter em mente que ela possivelmente será gerida por seus filhos e netos. Então, para evitar rupturas, aprenda desde já a separar os assuntos.

3. Gestão de conflitos entre herdeiros

Os seres humanos são complexos e é natural haver divergência de opiniões e visões entre eles. Do mesmo modo pode ocorrer com os herdeiros de uma empresa familiar. Porém, se não forem criados mecanismos para evitar esses confrontos, o futuro do negócio estará em jogo.

Então, é essencial estabelecer regras claras para não deixar dúvidas sobre o regimento interno da empresa. Além do mais, é importante trabalhar o relacionamento no nível familiar, o que pode incluir desde reuniões familiares amistosas até terapia. Tenham em menta a separação dos conceitos de família, propriedade e empresa.

Ou seja, os desafios para manter uma empresa familiar são imensos. Porém, lidar com desafios é algo normal no mudo corporativo. Então, se houver uma gestão responsável e que crie bases para a sobrevivência do negócio, é possível vencer os desafios.

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