Não há como negar que, independentemente da área, a chave para o sucesso de uma gestão é planejamento e controle. Em um condomínio isso não é diferente, é preciso investir em uma série de medidas e estratégias para que a administração chegue a mais próxima de todas as expectativas previstas. Nesse cenário, um documento que se destaca para confirmar se tudo funciona como deveria é o relatório para condomínio.

Caso você não saiba como montar um relatório completo e relevante para condomínio, não se preocupe! A seguir, mostraremos alguns itens que devem estar presentes nesse documento. Confira!

Relatório de receitas

Esse relatório especifica todos os valores recebidos — taxa condominial mensal, despesas extras etc — pelo condomínio, ao longo do ano. Essa parte do documento deve ser dividida entre os moradores adimplentes, que estão em dia com as obrigações do condomínio, e os inadimplentes. No caso do segundo grupo, as multas por atraso também entram na lista de receitas.

O valor do aluguel do espaço comum também é uma forma de gerar receita. Por isso, sempre que alguém desejar utilizar o salão de festas, por exemplo, é fundamental detalhar a quantia recebida, além de todas as informações de pagamento ou atraso.

Relatório de despesas

O relatório de despesas tem o objetivo de facilitar a análise dos gastos do condomínio, que devem ser divididos em três categorias:

  • fixas: representam as despesas pagas todos os meses, tais como contratos fixos, folha de pagamento, seguros, segurança, sistema de controle de acesso etc.;
  • variáveis: são todos os gastos referentes a serviços contratados pontualmente, como manutenção, dedetização etc.;
  • extras: são todas as despesas que não são esperados, como obras e consertos extraordinários.

Normalmente, as despesas de emergência facilitam a aprovação do orçamento da próxima gestão. Todos os comprovantes devem ser organizados para evitar qualquer problema de entendimento dos gastos.

Relatório de inadimplência

O relatório de inadimplência tem o objetivo de mostrar todos os dados referentes à falta de pagamento dos condôminos. Entre as principais métricas apresentadas, estão:

  • quantidade de cotas;
  • valor unitário;
  • porcentagens;
  • entre outras.

Vale ressaltar que, embora seja necessário inserir os nomes dos condôminos inadimplentes, o documentonão deve ser exposto em uma área comum, a fim de evitar qualquer tipo de julgamento ou difamação por parte dos outros moradores.

Os inadimplentes que estiverem em processo de acordo formal com o condomínio devem ser acompanhados até o pagamento da última parcela da dívida.

Relatório de orçamento

Essa etapa é responsável pela revisão do orçamento aprovado no início da gestão. Ou seja, basicamente, o relatório de orçamento é feito para que o gestor tenha uma comparação entre as expectativas do orçamento inicial de receitas e despesas, e os resultados que realmente foram alcançados após determinado período, a fim de ajustar a estimativa de gastos para o próximo ano, caso seja necessário.

Ou seja, se o gestor preparar um orçamento inicial mais alto do que o de costume — pensando em contratar um serviço de controle de acesso, por exemplo — e, ao final do ano, descobrir que o gasto foi muito abaixo do previsto, ele deverá diminuir o orçamento para o próximo ano. 

É preciso ter a projeção de quais serão os gastos e arrecadações mensais durante a elaboração do orçamento para, só depois, definir o valor que será destinado ao investimento do condomínio.

O relatório para condomínio precisa ser o mais transparente possível, para que todos os condôminos fiquem cientes das movimentações financeiras. Além disso, para obter uma gestão de sucesso, é extremamente recomendado que o gestor divulgue o documento, principalmente em assembleias, quando a maior parte dos moradores está presente.

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Gostou de conferir os principais itens do relatório para condomínio? Aproveite também para aprender como fazer prestação de contas da maneira adequada!

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