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Qual a diferença entre a portaria remota, inteligente e virtual? Entenda aqui!

Qual a diferença entre a portaria remota, inteligente e virtual? Entenda aqui!
13 minutos para ler

Atualmente, a tecnologia oferece diferentes formas de garantir a segurança, que continua a ser uma das principais preocupações das pessoas, principalmente quando falamos em suas moradas.

Os condomínios modernos, felizmente, contam com inovações que deixam o ambiente muito mais protegido. As câmeras 24 horas são uma confirmação dessa realidade, além de outras soluções valiosas que foram inventadas nos últimos anos.

Podemos citar inovações em relação à portaria do condomínio. É o caso da portaria remota, da portaria inteligente e da portaria virtual. Saiba mais sobre a segurança em condomínios por meio dessas três soluções sofisticadas da atualidade. Boa leitura!

O que é a portaria remota?

A portaria remota é uma portaria que funciona a distância, mas tem as mesmas características de uma portaria comum. Ela faz o controle de acesso dos moradores, dos prestadores de serviço e de visitantes e também realiza o monitoramento 24 horas, todos os dias da semana, agindo em tempo real em caso de necessidade.

Para que esse tipo de portaria funcione da forma correta, é necessário que o condomínio instale uma eclusa para impedir que pessoas sem autorização penetrem no lugar com moradores ou pessoas autorizadas. Essa ação preventiva contribuirá para inibir as tentativas de invasões, principalmente assaltos — pessoas sem autorização encontrarão mais dificuldades para uma penetração.

A portaria remota realiza um registro em detalhes sobre todas as entradas e saídas do condomínio. Desse modo, o lugar ficaria resguardado com informações importantes para entrar com alguma medida judicial ou entrar em contato com a polícia.

Trata-se de uma solução muito completa para garantir a segurança em condomínios. Ela requer um investimento maior na instalação, pois envolve câmeras, eclusa, chaves de acesso customizadas e dispositivos de emergência que continuarão o trabalho caso haja queda de energia ou instabilidade na internet.

Há uma central de atendimento em que operadores especializados monitoram, a distância, cumprindo os mais rigorosos padrões de segurança. Isso significa que não existe um agente de portaria presencial, mas ele atua remotamente. Entre as vantagens que a portaria remota oferece, podemos citar:

  • redução de gastos;
  • redução no perigo de assaltos e de outras invasões;
  • melhoria da segurança, pois existem controles mais rígidos;
  • rapidez no processo de liberação dos prestadores de serviço, visitantes e outras pessoas.

Para ter uma noção mais precisa da diminuição dos gastos, substituir o agente de portaria presencial pelo agente remoto ajuda a reduzir gastos com mão de obra em longo prazo.

O que é a portaria inteligente?

A portaria inteligente também é chamada de “portaria eletrônica” ou “portaria autônoma”. Nesse caso, dispensa-se a portaria presencial e não existe uma central que gerencia as entradas e as saídas dos moradores.

As pessoas que desejam entrar, como visitantes e prestadores de serviço, entram em contato diretamente com o morador com o qual desejam falar teclando o número da residência. Os moradores recebem a notificação pelo celular ou por algum dispositivo instalado na residência. Então, eles liberam ou não a entrada da pessoa usando o interfone e uma câmera instalada na portaria.

Os próprios condôminos entram no condomínio usando alguma tecnologia para controle de acesso, como leitor de tag. Em algumas soluções de portaria inteligente, mesmo que o condômino não se encontre na residência, o acesso a um terceiro pode ser liberado da seguinte maneira: o morador recebe o aviso pelo celular e libera a entrada dele por meio de chave virtual ou token.

Esse tipo de portaria não é indicado para condomínios médios ou grandes, pois a movimentação de pessoas que entram e saem do lugar é significativa, o que interfere na segurança de toda a comunidade. Também não é uma solução 100% contra assaltos ou contra a penetração de pessoas sem autorização, já que não existe um histórico de acessos ao lugar. Algumas de suas vantagens são:

  • implementação rápida;
  • facilidade de uso;
  • redução de despesas.

O que é a portaria virtual?

Outro tipo de portaria usada em condomínios é a portaria virtual, também chamada de “portaria compartilhada”. É uma solução intermediária que não apresenta todos os dispositivos e procedimentos da portaria remota.

Trata-se de uma modalidade que utiliza uma tecnologia que transfere o atendimento para que os condôminos, por meio de interfone, automatizem a liberação, permitindo a entrada dos fornecedores, prestadores de serviços ou visitantes. Assim, é o próprio morador que gerencia a entrada e a saída das pessoas.

No entanto, a portaria compartilhada, ao ser implementada, precisa de suporte com um prestador de serviço que disponibilize uma central de atendimento para que um operador atenda sempre que o próprio morador não puder fazer isso. Nesse caso, é necessário definir um total de toques para que o operador atenda ao interfone.

Esse tipo de portaria oferece vantagens, como:

  • autonomia para os condôminos;
  • redução de despesas;
  • velocidade na liberação dos visitantes e de outras pessoas.

Por outro lado, é uma portaria que também envolve riscos, já que o processo de gerenciar o acesso fica a cargo dos próprios condôminos, sem a intermediação de um profissional especializado (exceto quando o condômino não pode atender).

Quais são as semelhanças entre elas?

É comum que haja confusão entre esses modelos diferentes de portaria. Para alguns, a denominação não importa muito, considerando que todas se caracterizam pelo atendimento a distância e pelo uso de aplicativos, sensores e até de detecção de imagens. Para essas pessoas, o que importa é que a solução seja efetivamente eficiente.

Realmente, diante do que explicamos até agora, há algumas semelhanças entre os três tipos. A portaria virtual e a portaria inteligente são bem parecidas. Nos três casos, a forma de identificação dos condôminos pode ser a mesma, como reconhecimento biométrico, leitor de tag, leitor de cartão, senha e assim por diante.

Todas essas soluções são resultado do avanço tecnológico, principalmente das inovações da Era Digital. Na portaria inteligente e na portaria virtual, os moradores gozam de uma maior autonomia na gestão de segurança.

No entanto, isso também os deixa mais vulneráveis, já que podem se enganar e permitir a entrada de pessoas mal-intencionadas que comprometam a sua segurança e a dos outros moradores. Nesses dois tipos, a liberação ocorre de forma manual, já que o morador só precisa usar o interfone.

Outra semelhança que podemos citar entre a portaria virtual e a inteligente é que, geralmente, o morador precisa se encontrar na residência para liberar a entrada de um terceiro. Mas há também uma semelhança que convém ser citada entre a remota e a virtual.

Na primeira, há uma central de atendimento que intermedeia o acesso, ou seja, que atua entre o condômino e a pessoa que deseja entrar em contato com ele. Na portaria compartilhada (que, como dissemos, é outro nome para a portaria virtual), essa mediação também é possível, mas somente quando o condômino está indisponível.

Quais são as diferenças entre elas?

As diferenças mais evidentes vemos entre a portaria remota e os outros dois tipos (portarias virtual e inteligente). Primeiramente, na portaria remota, existe uma central de atendimento.

Há agentes de portaria que atuam a distância. Isso significa que a gestão de segurança não fica a cargo dos moradores. Além disso, ela é mais complexa em relação aos dispositivos usados.

A portaria remota, para ser completa, deve apresentar alguns recursos, como: reconhecimento biométrico, aplicativos e tags. Boa parte das empresas que oferecem os serviços de portaria remota utiliza esse recurso para gerenciar a entrada e a saída dos usuários.

É comum que o morador utilize um dos dedos para ativar a abertura do portão. Soluções que envolvem cartões, tags e aplicativos com QR Code são boas opções também.

Abertura e fechamento remotos do portão

Com a ajuda desse recurso, o operador na central consegue abrir e fechar os portões para os pedestres e para os veículos também, incluindo a garagem.

Soluções de telefonia/internet com redundância

Toda a comunicação entre a empresa e o condomínio ocorre por meio da internet. Desse modo, é importante que seja traçado um plano B caso exista algum problema na conexão ou caso o sistema fique offline.

Câmeras IPs

A portaria a distância utiliza um conjunto de câmeras que fornecem imagem e áudio por meio da internet, pois elas são da máxima relevância para manter a boa comunicação entre o operador e os condôminos ou visitantes.

Gerador ou nobreak

É necessário usar um pequeno gerador (ou nobreak) para garantir que, se a energia vier a falhar, os equipamentos e os portões continuarão funcionando.

Cerca elétrica

Essa solução ajuda a manter a segurança de todo o perímetro do condomínio.

Botão de pânico

Uma forma eficaz e rápida de entrar em contato com a central de atendimento, que entrará imediatamente em contato com a polícia, é acionando o botão de pânico. Há situações em que a empresa prestadora dos serviços cadastra um dedo de pânico, pois, assim, o morador poderá solicitar ajuda por meio da biometria, sem gerar suspeitas, caso a situação seja crítica.

Backup das imagens

Para uma maior segurança das informações registradas, elas devem ser armazenadas na nuvem, onde os backups de imagens são feitos regularmente.

Outras diferenças

Mostramos que a portaria remota se diferencia principalmente por apresentar muitos equipamentos que não existem na portaria inteligente e nem na portaria virtual. Mas podemos considerar outras diferenças, como as elencadas abaixo.

Modo de acesso

Já falamos sobre esse ponto. A portaria eletrônica e a portaria compartilhada fazem o controle de acesso por meio do interfone, ou seja, manualmente. Assim os condôminos permitem a entrada de outras pessoas nessas soluções que dão mais autonomia a eles.

Já com a portaria remota é diferente porque existe uma central de atendimento. Um terceiro pode entrar na residência depois que o morador der liberação por meio de ligação telefônica. Porém, não é preciso que o morador se encontre em casa, como ocorre normalmente com os outros tipos de portaria.

Nesse tipo, o acesso pode ocorrer ainda por QR Code. Nesse caso, a visita só precisa apontar o seu celular para o dispositivo que lê códigos, o qual libera a entrada da pessoa no condomínio.

Ainda em relação ao acesso, vale citar uma diferença entre a virtual e a inteligente. Em regra, o condômino deve estar em casa. Mas, em alguns casos, a sua ausência não implica necessariamente a proibição de o visitante ter acesso ao imóvel. Mas essa permissão acontece de forma diferente. Vamos relembrar:

  • na portaria inteligente, a liberação ocorre por meio do celular e de algum dispositivo, como token;
  • na portaria virtual, a liberação ocorre por meio de um operador remoto.

Registro de acesso

A portaria a distância permite um registro minucioso de todos que entram e saem durante o dia. São informações valiosas para a gestão de segurança do condomínio. O administrador do lugar acessa os dados sobre o movimento de condôminos, fornecedores, prestadores de serviço, funcionários e visitantes (amigos e familiares dos moradores).

A portaria virtual e a portaria inteligente não costumam oferecer esse recurso. Por se tratar de uma solução manual, o registro geralmente é manual também. Por isso, o administrador precisa de mais disciplina e de organização para manter os registros organizados e com informações confiáveis.

Situações em que há falta de luz ou internet

No Brasil, na maioria das cidades, é comum ocorrerem quedas na energia elétrica. A internet também sofre com problemas de estabilidade. A portaria remota conta com dispositivos emergenciais que permitem acesso ao condomínio mesmo diante dessas situações.

Qual opção escolher?

Na hora de escolher, todos devem participar. O administrador deve reunir em assembleia os condôminos e explicar, de forma objetiva, as diferenças e semelhanças de cada tipo de portaria. As características devem ficar claras para os moradores. Também é necessário considerar a viabilidade de instalar determinado modelo — já falamos que um condomínio grande pode não se beneficiar de uma portaria inteligente, por exemplo.

Analise as soluções oferecidas e faça uma comparação entre os recursos, os equipamentos e os serviços prestados para ter certeza de que vão ser eficazes para otimizar a segurança.

O payback (retorno do investimento) de uma portaria remota, por exemplo, pode acontecer entre cinco e 12 meses. Isso sem falar que a segurança otimizada, por si só, já pode compensar o investimento em alguma dessas três soluções.

Como contratar esses serviços?

Para não errar na contratação da empresa, verifique a idoneidade dela, o seu CNPJ, se tem muitas reclamações, como resolveu os problemas e o nível de satisfação dos clientes, se responde (ou já respondeu) a processos trabalhistas e outras coisas. Também é importante que a empresa tenha boa saúde financeira.

Além disso, leia cuidadosamente todas as cláusulas do contrato, inclusive as garantias oferecidas. Confira a infraestrutura de TI e a equipe de profissionais, especialmente se há alguns para atender a emergências.

As três opções de portaria têm as suas vantagens e as suas limitações. Mas considere sempre que a portaria remota oferece um nível de segurança maior, com controle em tempo real.

A portaria inteligente (eletrônica, autônoma) e a virtual (compartilhada) oferecem um nível de segurança menor, mas podem suprir as necessidades em condomínios menores. O importante é evitar os erros de segurança em condomínio, como não aproveitar a tecnologia mais avançada e facilitar o acesso de estranhos às residências.

O que achou do post? Ainda tem dúvidas sobre os tipos de portaria? Aproveite e compartilhe as suas ideias. Comente aqui no blog, pois a sua opinião é importante para a gente!

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