Segurança em condomínios: tudo o que você deve saber

13 minutos para ler

Com aumento dos perigos e riscos nas cidades brasileiras, é necessário pensar em como reforçar a segurança em condomínios. Nesse sentido, é preciso se atualizar com as melhores práticas e estratégias para reforçar a proteção e entender como mobilizar os condôminos a fim de preservar a vida e os bens de todos. Assim, os riscos são totalmente reduzidos.

Com isso, você também melhorará o seu trabalho como síndico, trazendo melhores processos, tecnologia e inovação para as pessoas. Além disso, executará uma gestão financeira inteligente. 

Se quiser saber, então, como funcionam essas estratégias e como as novas ferramentas se encaixam nessa necessidade, acompanhe com atenção os tópicos a seguir. 

A importância da segurança em condomínios

Por mais que condomínios sejam escolhidos por conta da segurança, ainda é relevante falar em proteção para essas áreas. Afinal, o número de invasões, assaltos e outros crimes em espaços fechados tem crescido.

O grande problema é que as estratégias utilizadas por mal-intencionados sempre exploram as brechas abertas por síndicos, funcionários e moradores. A boa notícia é que isso tudo pode ser evitado de forma prática.

A segurança em condomínio é fundamental para preservar o bem-estar das pessoas, com cuidado com a vida delas e com os seus bens. Para assegurar que todos os condôminos se sintam felizes e protegidos em suas casas, é imprescindível gerenciar a proteção com maior atenção.

Além disso, vale destacar que qualquer problema nessa área é responsabilidade do síndico, uma vez que é uma de suas atribuições cuidar do local. Por isso, um profissional que realiza essa gestão com olho na segurança conquista a confiança e o respeito dos moradores. 

Outro fator que aponta para a importância da proteção em condomínios é a reputação do local. Para que o local seja visitado e desejado por muitas pessoas, é crucial evitar ocorrências criminosas. Felizmente, isso é possível com algumas abordagens e com a organização do síndico e de todos os condôminos e funcionários.

As áreas que necessitam de mais atenção

Atualmente, a maioria dos crimes em condomínios ocorre por conta de falta de segurança adequada, principalmente por falta de foco nas áreas principais e mais visadas. Por isso, o síndico precisa considerar essa questão. 

A portaria é um dos principais pontos de acesso para todos os tipos de pessoa. Justamente na entrada principal, desconhecidos conseguem ingressar no condomínio por conta da falta de protocolos de proteção e até mesmo de tecnologia. Para solucionarem isso, os gestores precisam administrar com mais cuidado a portaria, já pensando no que pode ser feito para melhorar o trabalho nessa área.

Muitos mal-intencionados, por exemplo, fingem ser prestadores de serviço, que aparecem de forma casual, ou entregadores de encomenda, além de outros disfarces.

Outro local que merece atenção redobrada é a garagem (em caso de condomínios verticais). É necessário atentar para todos os veículos que entram no condomínio, a fim de garantir um controle mais estrito. O ideal é que apenas os condôminos entrem com seus veículos e estacionem. Caso haja alguma exceção, deve existir autorização por parte deles.

Sabendo que esses são os pontos de vulnerabilidade, é preciso começar a projetar estratégias de proteção. Isso passa pelos conceitos e regras que discutiremos no próximo tópico. 

As dicas para melhorar a segurança em condomínios

Vamos, então, às dicas para reforçar a segurança.

Segurança eletrônica

A primeira dica é utilizar tecnologia para otimizar a segurança eletrônica. A grande vantagem das ferramentas atuais é a possibilidade de melhorar ainda mais a proteção, com a evolução do nível físico e mecânico para o nível eletrônico. Esse estágio inclui o uso de câmeras para monitoramento, sensores, cercas elétricas, sistemas de alarme, entre outras soluções.

A portaria remota é um bom exemplo dos tipos de sistemas de segurança para condomínios. Com essa aplicação, o agente de portaria é um especialista que trabalha de uma central específica, com total monitoramento e visão ampla do que está ocorrendo no espaço e em seus arredores, em tempo real.

Treinamento de funcionários

Agentes de portaria, zeladores, jardineiros, prestadores de serviço e o próprio síndico devem falar a mesma língua com relação à defesa. Para isso, é fundamental conduzir um treinamento para todos eles, de modo a alinhar essas pessoas aos principais conceitos e às melhores práticas. 

Eles devem saber o que fazer de modo a prevenir problemas proativamente, bem como entender quais são as medidas de emergência. Desse modo, será possível melhorar a proteção do condomínio de uma forma efetiva, com o esforço de todos, e não somente do síndico. 

O treinamento de portaria, por exemplo, é ideal para otimizar a segurança, assim como a produtividade do profissional dessa função. Desse modo, a administração consegue evitar os principais riscos e problemas, bem como agilizar a entrada e o recebimento de pessoas e encomendas.

Controle de acesso

Um dos principais aspectos quando falamos em cuidado em condomínios é o controle de acesso. Como já falamos anteriormente, as entradas são as favoritas dos mal-intencionados, menos quando há fortes medidas de segurança e tecnologia eficiente. Nesse sentido, se o síndico trabalhar para alcançar esse objetivo, conseguirá otimizar o bem-estar de todos.

O controle de acesso consiste em tecnologias para permitir a entrada apenas de pessoas autorizadas, os condôminos registrados.

Esse gerenciamento, na maioria dos casos, é feito de quatro diferentes maneiras: com senhas, em que é preciso contar com um número previamente cadastrado; a partir da biometria, que é um dos métodos mais seguros, já que se trata de um código único para cada um; tag veicular, proporcionando maior flexibilidade ao controle de acesso; e com cartão de proximidade, bastante comum para visitantes e prestadores de serviço.

Profissionais especializados

É importante que o síndico realize contratações seguras, com o cuidado de conhecer e verificar as pessoas que começam a trabalhar no condomínio. Além disso, o ideal é contar com colaboradores especializados na questão de segurança, que consigam, de fato, agregar ao todo e ajudar os condôminos na gestão dessa necessidade. 

Os cuidados com a segurança em condomínios

Nesta seção, vamos discutir algumas medidas necessárias para a proteção em condomínios. 

Cadastro de moradores

O cadastro de moradores é uma estratégia fundamental para a organização do local. Esse tipo de registro deve conter as informações pessoais dos donos dos imóveis, de seus dependentes e de possíveis prestadores de serviços frequentes. Nesse caso, também pode ser interessante cadastrar visitantes, amigos ou familiares de fora.

O cadastro de moradores tem dois tipos: um básico, que contém apenas o nome do principal condômino, dos profissionais associados e da família, localizado na portaria; e o completo, que contém os documentos pessoais dos condôminos e que deve ser usado para uma função gerencial, por síndicos e administradores.

De qualquer forma, esse tipo de registro é essencial para estabelecer um controle de quem acessa o local e de quem realmente é morador. 

Políticas internas e protocolo de segurança

Não podemos continuar falando em segurança para condomínios sem mencionar protocolos e políticas. Essas regras são uma espécie de contrato de acordo entre os condôminos e funcionários para gerar proteção. São as melhores práticas. 

Nesse sentido, é preciso que o síndico faça treinamentos e estabeleça alguns princípios para os moradores, como procurar sempre um bom relacionamento com os vizinhos e cuidado com quem entra e sai e com o gerenciamento dos visitantes. Mesmo que um cadastro de moradores seja essencial, é preciso haver a conscientização das pessoas, também dispostas a contribuir para a segurança e o bem-estar geral.

Podemos mencionar alguns exemplos de boas práticas para esclarecer:

  • atenção com as portas de casa;
  • tentar não deixar as portas abertas quando não houver gente em casa;
  • jamais emprestar cartão de acesso ou a senha para terceiros;
  • gerenciar portões automáticos e evitar acioná-los a grandes distâncias. 

Além disso, é preciso pensar em algumas regras para recebimento de encomendas em condomínios e pacotes também. O ideal é que cada morador venha de seu imóvel e reconheça a entrega, a fim de receber o pacote e evitar possíveis problemas. O recomendado é não permitir entrada de entregadores ou, dependendo do fluxo e necessidade do condomínio, adotar medidas seguras para controle desta movimentação interna.

Esse mesmo procedimento deve ser usado com algum visitante desconhecido que estiver procurando um dos condôminos. 

Monitoramento do tráfego de veículos

Como já falamos, a garagem é um dos locais que devem ser gerenciados com maior cuidado por síndicos. Então, uma possível solução é o monitoramento frequente do tráfego de veículos. Nesse sentido, o agente de portaria deve priorizar o contato visual com as pessoas que entrarem, justamente para evitar fraudes e reconhecer os condôminos. 

No caso de portaria remota, uma ferramenta que já apontamos como eficaz, esse acompanhamento pode ser feito por uma equipe especializada. Essa equipe, portanto, conhece as principais possibilidades que criminosos poderiam utilizar para invadir e será capaz de trabalhar na prevenção disso. 

Os erros de segurança em condomínios

Agora, vamos examinar alguns erros que devem ser evitados em condomínios. 

Falta de cuidado com a infraestrutura física

Um dos grandes problemas é a falta de cuidado com a estrutura do local. Isso inclui negligência com portões, cercas, guaritas e muros. Todos esses elementos devem ser construídos e reformados de modo a garantir o máximo de proteção e visibilidade para quem estiver dentro do condomínio. 

A guarita, por exemplo, deve ser equipada com banheiro interno e deve prover uma boa visão da área externa, de modo a permitir que o profissional responsável faça um bom trabalho.

Os portões precisam ser duplos, inter-travados, ao passo que cercas e muros devem obedecer aos padrões de altura mínima: 3,5 metros. Uma pequena brecha para passar volumes de encomendas sem precisar abrir o portão também é interessante.

Falta de investimento em segurança eletrônica

Da mesma forma, a falta de um gerenciamento adequado da segurança eletrônica é uma falha que precisa ser reparada. Esse conceito abrange as soluções que já discutimos, como câmeras, cercas elétricas, sensores, entre outros.

As ferramentas de proteção são cruciais para ajudar na automação de processos e no controle, ajudando a ampliar a visão dos profissionais a fim de expandir a capacidade de defesa. 

Falta de cuidado com as principais áreas de acesso

Outra questão é a falta de precaução com as principais áreas populares e de acesso. Já destacamos a garagem e a portaria, contudo, vale citar também áreas de lazer, academias, e outros espaços comuns de convivência. Todas essas áreas precisam ser bem monitoradas, com um gerenciamento aliado a outras dicas que já pontuamos. 

Ausência de reavaliação constante

Os planos de segurança não são fixos e estáticos. Devem ser sempre melhorados e analisados dinamicamente para que a evolução seja possível.

Ou seja, o síndico deve sempre analisar os resultados, verificar os números e entender se é melhor ou não implementar novas estratégias. O ideal é sempre procurar brechas nas abordagens atuais e agir de maneira proativa para evitar que problemas realmente aconteçam. 

As regras e boas práticas também devem ser sempre revistas. Por isso, faz-se necessária a comunicação frequente, com reuniões periódicas para organizar a questão da proteção dentro do condomínio. 

A tecnologia no auxílio à segurança do condomínio

Vamos falar mais sobre as tecnologias que estão sendo aplicadas para otimizar a segurança em condomínios horizontais. 

A tag veicular é uma delas. Trata-se de uma forma de marcar os veículos dos moradores, de modo a reconhecê-los de maneira eficiente quando eles precisarem entrar no local. Isso gera agilidade e segurança ao mesmo tempo. Ela é equipada com uma tecnologia RFID, de rádio-frequência. 

No controle de acesso, uma tecnologia muito útil também é o reconhecimento facial. Ele ajuda na identificação de pessoas de maneira automática, com base em treinamento prévio e nos registros dos moradores. Ao usar a automação, é possível obter agilidade e precisão, pois o sistema dificilmente será burlado.

As câmeras podem ser reforçadas com aplicativos para celular, que permitem um monitoramento mais preciso e móvel. Dessa forma, é possível acompanhar o rastreamento das pessoas que entraram, por exemplo.

Aplicativos também são usados para facilitar a entrada de visitantes, principalmente dos menos frequentes. Geralmente, em situações como essa, existe uma burocracia para liberar o acesso, o que pode ser um inconveniente. Contudo, com uma aplicação móvel, tudo fica prático e rápido. 

Para a comunicação, o ideal é adotar interfones virtuais. Esses modelos substituem os tradicionais por versões conectadas com os smartphones, para gerar ainda maior praticidade e mais mobilidade. Assim, fica ainda mais fácil se comunicar com a portaria, o que é essencial para o bem-estar de todos. 

Das aplicações tecnológicas, podemos mencionar também:

  • cercas com infravermelho que identificam suspeitos ao redor do condomínio;
  • controle de pânico, um botão que pode ser acionado caso o condômino esteja sendo coagido a entrar no local;
  • KPIs para condomínios, que podem ajudar os administradores e síndicos a avaliarem os resultados das estratégias e melhorarem sempre.

A segurança em condomínios consiste em um conjunto de estratégias e boas práticas que todo síndico deve dominar. Entre elas, está a aplicação devida das inúmeras soluções tecnológicas que reforçam a proteção. Com elas, é possível obter produtividade na segurança e reduzir inconvenientes e riscos. 

Gostou do conteúdo? Então, entre em contato conosco e conheça as nossas soluções!

Você também pode gostar

Deixe uma resposta

-